A sociedade sabe que, em 2022, o Fundo Eleitoral, dinheiro retirado dos nossos impostos, para financiar as eleições, foi de R$ 4,9 bilhões e o Fundo Partidário foi de R$ 1,1 bilhão. Pouco mais de 6 bilhões em um projeto, em que o veto presidencial foi derrubado pelo Congresso. Na Câmara, a verba foi aprovada por 317 votos a favor e 146 contra. No Senado, foram 53 votos a favor e 21 contra. Na distribuição da dinheirama, coube ao PT quase 500 milhões de reais, para pagar as campanhas de seus candidatos. Algum tempo atrás, ficamos sabendo que o relatório do Tribunal de Contas da União, sob a relatoria do ministro Benjamin Zymler, constatou o seguinte;
24 empresas comprovadamente fizeram parte de um cartel, e causaram prejuízo à Petrobras de R$ 18 bilhões, com repasses milionários a campanhas políticas, conforme delação do empreiteiro Ricardo Pessoa. Não sabemos onde foi parar a dinheirama toda, mas agora ficamos sabendo que O PT usou o Zé Gotinha para pedir dinheiro para a legenda. Em português ginasiano, o partido colocou no twitter: “Já perceberam que o Zé Gotinha voltou com tudo e tá em todas? Agora ele tá passando aqui pra te lembrar que é importante contribuir com o partido que defende a saúde pública universal e fortalece o SUS.”. Se não retiraram, a infâmia está lá no twitter Vale lembrar que Zé gotinha, criado em 1986, pelo artista plástico Darlan Rosa, sempre representou a defesa e a mobilização pela vida.
As campanhas de vacinação, quando longe das ideologias partidárias, contribuem para a conscientização, a valorização e a prevenção de doenças que, muitas vezes, podem levar à morte. No momento, o ilustre e necessário personagem está sendo utilizado para catar dinheiro para partido político, o que o distancia muito de seu verdadeiro propósito. O ministro da Secom do PT, Paulo Pimenta, afirmou que “compreender isso e ativar essa ‘força’ organizada é fundamental para a defesa da democracia.” Que democracia.....
Vicente Lino.