Como se sabe, a câmara não aprovou o tal projeto das fake news. O Jornalista Jose Roberto Guzzo, em mais um de seus brilhantes textos, afirma que como a Câmara não aprovou a censura, e o Supremo Tribunal Federal exige que ela seja aprovada, os ministros vão resolver o problema fazendo, na prática, a sua própria lei sobre o assunto. Em outra ocasião, o Jurista Yves Gandra Martins lembrou que, numa decisão sobre o processo eleitoral, a ministra Carmen Lúcia chegou a dizer que a censura era proibida pela Constituição, mas a admitia para casos excepcionais sem que a exceção constasse da Lei Maior. Não é difícil encontrar incoerências e deslizes do STF, quando aplica leis e interpreta a Constituição. Agora, o jornalista Lucio Vaz, dá conta de inúmeros vôs secretos de ministros do Supremo.
Segundo reportagem da Gazeta do Povo, além dos voos secretos dos ministros em jatinhos da Força Aérea Brasileira, o Supremo Tribunal Federal mantém voos sigilosos de ministros e de seus seguranças e assessores em aviões de carreira. E que são mantidos sob sigilo, a data, o local de destino e o motivo da viagem. Também, não é divulgado para onde foram e o que fizeram servidores e ministros. Esses voos custaram R$ 3,6 milhões no ano passado. Tem mais: Os voos de carreira dos ministros custaram R$ 2,8 milhões. A maior despesa foi do ministro Luís Roberto Barroso: R$ 284 mil. Ricardo Lewandowski torrou R$ 239 mil e Alexandre de Morais, R$ 237 mil.
Os voos identificados, somente os identificados, somam R$ 1 milhão. É onde estamos. Os voos secretos de ministros do Supremo em jatinhos da FAB não têm qualquer identificação. Eles aparecem camuflados nos registros de voos da Aeronáutica como deslocamentos “à disposição do Ministério da Defesa”. Talvez a gastança seja contra os atos antidemocráticos, os discursos de ódio e as milícias digitais. E, claro, em defesa da democracia.
Vicente Lino.