Continuam os deploráveis esforços de alguns parlamentares para esvaziar a CPMI sobre as manifestações do dia 8 de janeiro. Políticos desprovidos de ética, que não zelam por suas biografias nem respeitam seus eleitores continuam assediando colegas para a retirada de assinaturas antes do dia 18, quando o relatório será lido e a comissão instalada. Por enquanto, a CPMI ainda conta assinaturas de 189 deputados e 33 senadores, mais que o mínimo necessário, de 171 na Câmara e 27 no Senado. Houvesse honra, todos os parlamentares lutariam pela verdade.
Hoje, os instrumentos usados para comprar a honra e os princípios dos políticos contam com a liberação de emendas parlamentares ao Orçamento e cargos no segundo escalão do governo federal. Não se preocupam em saber o que, de fato, aconteceu naquele fatídico dia, se há culpados dentro do próprio governo, se houve infiltrados estimulando as invasões e se as autoridades sabiam e, mesmo assim, não fizeram nada. Não se importam nem mesmo em investigar, porque o batalhão que opera dentro do palácio, foi dispensado justamente naquela data, bem como, não querem que os brasileiros vejam as imagens das câmaras instaladas nos palácios. Estão com muito medo e pouca ou nenhuma vergonha na cara.
Nos bastidores, há a informação de que o PSD encabeça o esforço final para esvaziar a comissão de inquérito. O deputado Gustavo Gayer e líderes da oposição estão reagindo. Ele afirmou que estratégia do governo é tirar as assinaturas no último momento possível para não dar tempo para a oposição sair em busca de novas assinaturas. Trata-se de uma ação imoral e criminosa. De fato, o parlamentar que tentar impedir as investigações por vantagens pessoais, não merece a confiança dos eleitores. Nas próximas eleições deverá ser banido do congresso e seu nome destinado ao lixo da história.
Vicente Lino