O economista e professor, Ubiratan Jorge Iorio, descreveu com simplicidade o tal arcabouço fiscal, que o ministro Haddad e seus acólitos, querem fazer descer goela abaixo dos brasileiros. Em texto para a Revista Oeste, o mestre afirmou; “à equipe econômica do governo anterior aplica-se a imagem de um inquilino que acabou de alugar uma casa — que encontrou bastante avariada por muitos anos de descuido —, e, mesmo com uma pandemia, uma crise e uma guerra, fez várias reformas e reparos e estava disposto a fazer os consertos que restavam, mas que teve o contrato de locação brusca e inexplicavelmente interrompido, tendo de deixar o imóvel para ser ocupado justamente pelos mesmos que o avariaram no passado. Os verdadeiros jabutis estão no governo”
O economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, afirmou taxativamente que o arcabouço levará a uma alta brutal da carga tributária. A gente já sabia que seria assim; afinal os integrantes do atual governo acreditam que cabe ao Estado induzir e conduzir o crescimento da economia. Insistem no erro, mesmo depois de décadas adotando esse pensamento retrógrado que só causou estagnação e enorme retrocesso econômico e social. Tanto é verdade que, em 2015, no governo Dilma, o déficit fiscal foi de 111,249, bi de reais.
O pior da série histórica iniciada em 2001, e o Brasil perdeu 1 milhão, quinhentos e dez mil postos de trabalho, segundo a Relação Anual de Informações Sociais. Este resultado, também, foi o pior da série histórica, iniciada em 1985. O impacto sobre o crescimento da economia foi desastroso. O PIB recuou 3,5% e a inflação cravou 10,67%. Agora, parecem querer repetir os mesmos erros do passado. A gente sabe que, quando o governo fala em investimento público, na verdade é gasto público. Para manter a máquina do Estado a serviço de seus inaceitáveis privilégios.
Vicente Lino.