A gente já sabe que o governo Lula, quer voltar com o programa “Mais Médicos”, trazendo os médicos cubanos, mais uma vez. Em 2019, Cuba abandonou o programa, fazendo com que mais de 8 mil médicos deixassem o Brasil. Sabemos, também, que o trabalho dos médicos era uma maneira de o Brasil financiar a falida ditadura dos irmãos Castro, tradicionais aliados ideológicos do PT, à custa do trabalho de profissionais que recebiam muito menos que seus colegas para cumprir as mesmas funções. Pelas regras, o Ministério da Saúde transferia 11.520,00 para a OPAS, uma organização que intermediava as operações.
Ela repassava aos médicos cubanos cerca de R$ 3.000,00 e a diferença ficava com o governo de Cuba. Entre 2013 e 2017, o convênio custou ao Brasil 7,1 bilhões de reais. Lula quer a moçada toda de volta. A gente não sabe no que vai dar, mas a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) apresentou emenda à medida provisória (1165/2023), estabelecendo que as bolsas do programa sejam pagas diretamente aos médicos participantes, sem intermediários ou organismos internacionais. Ela afirmou: “Não podemos ser coniventes com apropriação indevida de pagamentos. Muito menos ver nosso dinheiro bancando a ditadura cubana como aconteceu no passado”.
E coisa pode não parar por aí. A OPAS enfrenta uma ação de médicos cubanos que escaparam para os Estados Unidos e a acusam de ajudar a organizar um programa em que foram forçados a trabalhar no Brasil contra a sua vontade, violando as leis do tráfico de seres humanos. Como o dinheiro passou pela conta bancária da OPAS nos Estados Unidos, um painel unânime de três juízes do Tribunal de Apelações do Tribunal Distrital de Washington, decidiu que ela não é imune ao processo porque os médicos a acusaram de má conduta financeira nos Estados Unidos. De acordo com o processo, Cuba e Brasil usaram a OPAS como intermediário para evitar um acordo direto entre os dois países que teria que ser aprovado pelo parlamento brasileiro. Ao repetir a operação, essa gente mostra que não esquece nem aprende nada.
Vicente Lino.