Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, mostra que Lula e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, estão articulando a entrega de R$ 3 bilhões em emendas parlamentares para os 219 deputados, que foram eleitos agora. Coisa de 13 milhões pra cada deputado. É assim mesmo que o PT sempre age quando se trata de conquistar maioria parlamentar para aprovar os projetos de seu interesse. Entre 2003 e 2006, a compra de votos foi pura e simples, individualmente ou em bloco. A Policia desvendou e fechou o esquema, com a prisão de boa parte da quadrilha. Então, a moçada buscou outra forma de cooptar aliados. A Petrobrás e outras empresas estatais passaram a ser saqueadas. As propinas iam para políticos e partidos.
Depois veio o petrolão, que chegou a ser chamado de “filhote maior” do mensalão, pelo ministro Gilmar Mendes, em 2016. O esquema agora volta a funcionar e os métodos de cooptação continuam sendo as verbas públicas. Pelo visto, o governo entende que basta dividir os 3 bilhões entre os 219 novos deputados e, com isto garantir votos para seus projetos de poder. A coisa é ilegal, porque as emendas foram definidas pelos deputados, em 2022. Os que chegaram agora só poderiam participar das emendas ao orçamento para 2024, mas, ninguém liga para legalidades no Brasil de agora. Outra questão é que o eleitor escolhe e vota no candidato que comunga com suas ideias e sua visão de país, Se o deputado troca o voto por emenda ao orçamento, o eleitor é traído.
A coisa é tão escancarada que o deputado petista Jilmar Tato afirmou que “Se o governo estivesse forte, poderia não dar dinheiro para os novos”. Não se sabe bem, que democracia é esta em que deputados traem o voto do eleitor para apoiar projetos do governo. Primeiro, com o mensalão, depois com o petrolão e agora com as emendas ilegais ao orçamento. É o mesmo uso fraudulento dos nossos impostos para pagar, mais uma vez, por um projeto de poder comprovadamente nefasto para o país.
Vicente Lino.