O agronegócio brasileiro, sempre se preocupou com as ações do MST, por conta da violência e da ilegalidade que sempre cercaram aqueles atos. Não faz muito tempo, em abril do ano passado, o prédio da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária foi alvo de vandalismo. Cerca de 30 pessoas se envolveram na ação protestando contra o agronegócio. O muro e a guarita do prédio foram pichados com frases como "soja não enche o prato" e "agro é veneno". Além das pichações, integrantes do movimento cantavam “o Brasil está sangrando, a fome reinando, o povo morrendo e o agro lucrando”.
Em outubro do ano passado, vandalizaram a sede da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), em Brasília. Os invasores gritavam ocupar, resistir, produzir, agro mata e Aprosoja é fome. Também, apedrejaram as dependências da sede da entidade e vandalizaram a estrutura da dos escritórios. O histórico de invasões dessa gente é espantoso e inaceitável, pelo menos em países civilizados. Basta lembrar que 770 invasões foram feitas entre janeiro de 2003 e dezembro de 2005, segundo balanço da Ouvidoria Agrária Nacional. Agora a moçada quer voltar e acaba de receber reforço do companheiro Ricardo Lewandowski do STF.
O ministro, sem paletó, toga, nem gravata, discursou no evento do MST ao lado de João Pedro Stedile, principal liderança do movimento e até plantou uma muda de ipê amarelo. Aí, aproveitou para criticar a democracia liberal burguesa e afirmar que tem uma visão na qual o povo é dono do seu destino, com o objetivo de construir uma sociedade mais justa, igualitária e mais fraterna. A mulher do Chico Buarque estava por lá e afirmou que o papel do MST é fundamental para a democracia no Brasil. Vale lembrar que, durante os dois mandatos de Lula ocorreram 1.968 invasões de terra. Com Dilma foram 969 invasões. A gente não sabe se é isto que o ministro quis dizer, quando falou em sociedade mais justa, igualitária e fraterna.
Vicente Lino