Todo mundo sabe que o BNDES despejou milhões em financiamentos para ditaduras amigas. Hoje, sabe-se que a moçada não quer pagar. O calote é grande. Dentre outros; a Venezuela deve U$ 641 milhões de dólares. Cuba, não pagou 214 milhões de dólares, por conta das obras do Porto de Mariel. Moçambique, também ainda não pagou 122 milhões de dólares pelas obras do Aeroporto Internacional de Nacala. Mesmo assim, Lula e o atual presidente do BNDES, Aloisio Mercante, acabam de informar que vão voltar a abrir os cofres pra essa gente.
Nunca se conseguiu nenhuma justificativa para estes financiamentos, exceto o que revelou a operação Lava Jato. Causa espanto saber que, ao mesmo tempo em que o Banco vai retomar os financiamentos ao exterior, o governo acaba de suspender 9 linhas de financiamento para o agronegócio no Brasil. Foram suspensos os financiamentos para as linhas de investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o financiamento do Pronaf, suspensa a linha de Investimento destinada à aquisição isolada de matrizes, reprodutores, animais de serviço, sêmen, óvulos e embriões, também, a linha de financiamento do Pronaf Investimento. Este é destinado à aquisição de tratores e implementos associados, colheitadeiras e suas plataformas de corte, assim como máquinas agrícolas para pulverização e adubação. O governo também suspendeu a linha de investimento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural, além de diversas outras linhas de financiamento. Ações como essa prejudicam uma atividade que gera quase 19 milhões de empregos e contribui decisivamente para o desenvolvimento do Brasil. Negar apoio ao campo é, mais uma vez, retomar o caminho para o atraso.
Vicente Lino.