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Coluna/Opinião

A ELEIÇÃO PARA O SENADO E O QUE NOS ESPERA.- Vicente Lino

Data: Quinta-feira, 02/02/2023 21:57

Ontem, o senador Rodrigo Pacheco foi reeleito para presidência do Senado pelos próximos dois anos. Após a vitória, o discurso, de novo, manteve aquela superficialidade à qual  nos acostumamos.  Falou que assume com humildade, responsabilidade e comprometimento, e buscará sempre desempenhar seu papel em obediência à Constituição Federal, às leis de nosso ordenamento jurídico e ao Regimento Interno do Senado. Disse, também, que, nos próximos dois anos, será o esteio de estabilidade, de diálogo, de cooperação com os demais poderes.

Quando se elegeu pela primeira vez falou coisa parecida e com a mesma superficialidade de agora. Com toda força do meu ser garanto o propósito de independência do Senado. No primeiro mandato, como agora, não foi o que se viu. No meio do ano passado, a Comissão de Transparência do Senado se reuniu para debater o ativismo judicial, perpetrado pelo STF. Pacheco não deu as caras. Houve cinco convites para ministros do STF. Ninguém compareceu e Pacheco continuou calado. Durante os trabalhos da Comissão, o senador Esperidião Amin argumentou: eles preferem dar entrevistas fora do país, mas se recusam a prestar contas ao Senado.

Por sua vez, o senador Lasier Martins ressaltou que “os excessos dos ministros do STF fazem crescer a inquietação da sociedade brasileira, refém de um poder que exorbita de suas atribuições”. O senador Styvenson Valentim, afirmou: a gente cria leis de acordo com a vontade do povo e logo ela é afastada pelo STF, por casuísmo, com observância ou sem observância da Constituição. Pacheco não se manifestou e, se nada mudar, teremos mais dois anos de silencio e subserviência, ao Poder Judiciário, na presidência do senado.

Vicente Lino

A ELEIÇÃO PARA O SENADO E O QUE NOS ESPERA.- Vicente Lino