A gente já não esperava muita coisa da participação do Brasil, no Forum Economico Mundial, lá na Suíça. Fernando Haddad e Marina Silva garantiram nosso pessimismo. Como todo mundo viu, seus pronunciamentos foram tão profundos, que uma formiga atravessa com água na canela, como diria o grande Nelson Rodrigues. A coisa saiu bem pior que o esperado. Fernando Haddad falou que assumiu o ministério com um tremendo desequilíbrio nas contas que precisa ser resolvido. Disse também, que medidas do governo anterior provocaram um grave problema fiscal. Esqueceu de dizer que grande parte da incerteza sobre as contas públicas veio da proposta de emenda à Constituição (PEC) articulada pelo seu partido, o PT.
São quase 200 bilhões de reais, fora do teto de gastos, principal âncora fiscal do país. Limitou-se a dizer que essa irresponsabilidade serve para dar suporte à execução de políticas públicas. É assustador, mas o ministro, ainda afirmou, que a PEC que furou o teto de gastos foi necessária para dar suporte aos antigos e novos ministérios que estavam sem orçamento. Criam-se desnecessários ministérios, e depois arranca-se dinheiro do povo pra bancar a farra. O ministro ainda disse que o povo não deve comprar das empresas que não são alinhadas com as ideias, do que ele chama de progressismo. Quer quebrar empresas brasileiras e causar desemprego, só porque não apoiam as barbaridades de seu partido.
A ministra Marina Silva conseguiu fazer pior. Falou em um trabalho de estabilização da democracia, cravando que estabilidade democrática passa pela nossa capacidade de dar respostas, seja lá o que isso queira dizer. A coisa danou de vez , quando a ministra afirmou que o Brasil tem 120 milhões de pessoas passando fome. O número é mais da metade da população do país e gerou polêmica nas redes sociais. Talvez um dia, a ministra nos informe de onde tirou esse número. Por enquanto, só serve para ferir a imagem do Brasil no exterior. Isso, para sustentar a incompetência dos parasitas que voltaram ao poder.
Vicente Lino.