Merece repúdio, a invasão de prédios e depredação do patrimônio público, ocorridas no domingo último, em Brasilia. Ninguém, em sã consciência deve concordar com isto. O Brasil já estava acostumado ás manifestações pacíficas nas portas dos quarteis nos últimos meses. Infelizmente, os atos acenderam o estopim para a mais tresloucada demagogia por parte dos apoiadores do atual governo. Dentre outros, figuras como José Guimarães e Guilherme Boulos deitaram falação sobre direito e democracia, além de exigirem o que entendem como rigorosa punição aos culpados. A gente não sabe se as investigações serão corretas e isentas, mas as declarações da moçada andam assustando muita gente.
Vale lembrar que os críticos de agora, não deram um pio quando ocorreu coisa semelhante em outras ocasiões. Em 2006, a esquerda invadiu e destruiu o Congresso, com a destruição da Câmara, por militantes do MST., comandados por Bruno Maranhão. Na ocasião, Lula falou que o baderneiro era um grande companheiro, amigo e um grande militante da esquerda brasileira. Mas, o tal companheiro destruiu o Congresso e deixou mais de 50 pessoas feridas. Ninguém nunca foi preso. Guilherme Boulos, desde 2002 comanda o MTST.
Em 2016, ele coordenou a invasão da Federação das Indústrias do Estado de S. Paulo, com quebra-quebra, lançamentos de rojões e fogos de artificio. Na ocasião, Boulos afirmou que algumas vidraças quebradas, não são nada diante do dano que a FIESP causa ao povo brasileiro. Agora, Lula decreta intervenção e afirma, sem provas, que bolsonaristas radicais que fizeram invasão em Brasília são nazistas e fascistas fanáticos. E que todas as pessoas serão encontradas e punidas. Boulos disse repudiar atos terroristas e vai derrotar os golpistas nas ruas. Os dois não sabem nada do que dizem e fingem se esquecer do que fizeram no passado recente. Além da reconhecida desonestidade temos, também, uma dose cavalar de hipocrisia.
Vicente Lino