Cá entre nós, não é preciso bola de cristal para enxergar o que vem por aí. A farra já começou, antes do novo governo assumir. O senado federal, já aprovou quase 200 bilhões, fora do teto de gastos, para o próximo governo gastar. A Câmara Federal ainda está negociando cargos e prebendas, para decidir se aprova ou não, essa imoralidade inicial. Nessa mesma picada, os deputados, instantaneamente, aprovaram a redução de 36 meses, para apenas 30 dias, o período de quarentena para que pessoas indicadas para a presidência de empresas públicas possam assumir cargos.
É de arrepiar, mas na velocidade da luz, 314 companheiros, abriram espaço, para o grande Aloisio Mercadante tomar conta do BNDES e dos parasitas de sempre tomarem conta das centenas de empresas controladas pelo governo. Em seguida, a moçada aumentou de 0,5% para 2%, as despesas com publicidade das empresas estatais. O que sempre foi excrescência continua excrescência, agora previsto em lei. Tem mais: A enormidade moral do senador Renan Calheiros, já prepara projeto para tornar crime as manifestações populares, e punição para quem criticar políticos e autoridades. Outra imoralidade que, daqui a pouco vira lei.
Como as ameaças contra o Brasil e a favor do crime, nunca cessam, o CNMP pautou, para segunda-feira, dia 19, o processo que pede demissão de 11 procuradores da Lava Jato, no Rio. É onde estamos. Há um texto do advogado, Sebastião Ventura Jr, que descreve momentos assim. Segundo ele: "O cidadão honesto não mais confia na política e muito menos nos políticos. Sem cortinas, a democracia foi tomada de assalto pela imoralidade radical e pela estupidez histriônica. No vazio da virtude, os dias passam, tornando problemas remediáveis em cancros mortais". É nesta encruzilhada que está o Brasil de hoje.
Vicente Lino.