Lula foi diplomado pela Justiça eleitoral, na tarde desta segunda-feira, 12, cercado de forte esquema de segurança. Nada mal, para quem esteve 580 dias na prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. No discurso de 15 minutos, ele falou em democracia 20 vezes. Como estava acompanhado dos ministros do STF, do TSE e de outras cortes superiores, deve ter falado da democracia que eles defendem para eles e não da democracia defendida pelos brasileiros que permanecem nas portas dos quartéis. Lula afirmou que a democracia, sempre ela, deve ser defendida todo santo dia, daqueles que a usam para defender seus interesses financeiros e ambições de poder.
Na Petrobrás os interesses eram financeiros e no petrolão era por ambição de poder. Lula sempre esquece essa parte. Disse, também, que felizmente não faltou quem defendesse, neste momento tão grave a nossa democracia. Desta vez a horaria era para o Tribunal Superior Eleitoral e suas urnas não auditáveis. O relatório dos técnicos das Forças Armadas e do Partido Liberal, claro que também foram esquecidos. Ao ocupar a tribuna, o ministro Alexandre de Moraes disse que o Poder judiciário brasileiro tem coragem, força, serenidade e altivez. Que, com responsabilidade realizou eleições limpas, transparentes e seguras.
A gente assistiu a coragem para derrubar redes sociais, força para determinar a prisão por crime de opinião, nenhuma serenidade e altivez para mandados de busca na casa de empresários, por crime de whatzap. Moraes chegou a fala até em imparcialidade e garantia ao Estado de Direito, quando foi muito aplaudido. Por alí é bem provável que ninguém tenha seus direitos desrespeitados. Isso ocorre somente conosco, os manés que acabamos de perder mais uma batalha.
Vicente Lino