Os brasileiros continuam nas portas dos quartéis resistindo bravamente ás injustiças de que têm sido vítimas, nos últimos anos. Este é o Brasil real, que trabalha que produz que respeita as leis. Entretanto, não recebe a mínima atenção dos seus representantes, no Congresso, nas assembleias legislativas e nem mesmo nas câmaras de vereadores espelhadas por este Brasil afora. Nesse Brasil irreal, essa gente toda, faça sol ou faça chuva vê cair o salário religiosamente, na conta todo final de mês. Com ou sem pandemia. Nem mesmo o criminoso fechamento total da economia, os impediu de continuar ganhando seus polpudos salários e benefícios.
Ao contrário receberam bilhões a mais, para supostamente combater a pandemia. Talvez por isto, não movem uma palha contra as injustas e ilegais arbitrariedades cometidas contra o povo, perpetradas pelas cortes superiores. O povo está clamando por justiça, mas continua sozinho e desamparado por aqueles que elegeram. Falta coragem, patriotismo e espírito público, na classe política. Fora raríssimas exceções, maioria das autoridades da política, das outras instâncias de justiça e das entidades de classe estão caladas. Com o mínimo de coragem e amor ao país, o Congresso aprovaria leis capazes de frear o desastroso ímpeto, das cortes superiores e impedir que continuem empurrando o país para o precipício.
Todos fingem não ver o Supremo dissolver o Congresso. Concordam com o perdeu mané. Aceitam um poder que tudo pode e o fim do sistema acusatório. Aceitam a perseguição política e o fim da liberdade de expressão. Aceitam censura à imprensa e a prisão ilegal de deputados e jornalistas. Por medo e desinteresse aceitam tudo. O povo continua sozinho nas ruas. Se alguma mudança ocorrer, não será com ajuda das autoridades constituídas. Custam milhões dos nossos impostos e, ainda assim, preferem a desonra.
Vicente Lino.