Tá na hora de prestar atenção e festejar as boas noticias de nossa economia ao contrário dos que apostam no pior e, por causa da política, chegam a comemorar o fracasso. Empresa especializada em análise de dados econômicos, a Bloomberg fez alentada reportagem sobre os feitos da economia brasileira. Seus editores afirmam que somos um porto seguro para investimentos. Afirmam que, enquanto a volatilidade atinge até mesmo as economias mais fortes dos mercados emergentes, o Brasil está se transformando em um refúgio de calma e escolha dos investidores para esconder a onda de aperto do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos. Nada mal para quem recebeu um país quase quebrado, inflação de dois dígitos e desemprego nas alturas.
Mesmo enfrentando a pandemia e uma guerra na Europa, com reflexos em todo mundo, quando comparado a outros países, nosso desempenho é superior e proporciona alívio para os investidores que foram prejudicados em outros mercados. Excelente reportagem da REVISTA OESTE mostra exemplos da retração mundo afora. China, onde o crescimento está caindo; Índia, onde os altos preços do petróleo estão prejudicando a moeda; África, onde as crises da dívida estão se formando; e a Europa Oriental, que foi abalada pela queda do euro. E não para por aí. Segundo a revista, o Brasil é visto por muitos como a única grande nação em desenvolvimento com uma fórmula econômica — taxas de juros de referência de dois dígitos aliadas a um gigante na indústria exportadora de commodities — que pode suportar a pressão financeira criada pelo aumento dos rendimentos globais.
O agronegócio no Brasil se fortalece cada dia mais e, hoje, é um dos setores mais sólidos e rentáveis para se investir. São boas noticias para a economia, num momento de aflição na política. Hoje, o Brasil é realmente um porto seguro que não se esperaria no período que antecedeu as eleições. Falta pouco. O voto certo manterá o país como um porto seguro, para os brasileiros e para o resto do mundo.
Vicente Lino.