É de arrepiar o que ocorreu no TSE sobre as inserções em rádios, agora na campanha eleitoral A coisa foi descoberta em cima da hora, por iniciativa da campanha de Bolsonaro. Ficamos sabendo, então que o TSE, que custa uma fortuna dos nossos impostos não tem o dever de fiscalizar a distribuição das inserções de rádio Brasil. Muito bem; pra não fiscalizar as inserções, bem como, para baixar resoluções se autocolocando acima da lei, o TSE vai nos custar a bagatela de Um bilhão, trezentos e trinta e quatro milhões de reais, nessas eleições, quase o dobro dos 732 milhões gastos em 2020. O que se descobriu é muito grave.
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, falou em entrevista coletiva, que foram veiculadas mais de 154 mil inserções a mais a favor de Lula. Ele Imediatamente protocolou denuncia no STF, buscando a solução deste impasse que prejudica seriamente a campanha de Bolsonaro. A coisa anda tão torta que, ao receber o processo, o ministro Alexandre de Moraes, afirmou improcedente a denúncia ainda ameaçou punição aos denunciantes, segundo ele, por tumultuar o 2º turno. O jogo de empurra rapidamente começou. O servidor do TSE, Alexandre Gomes Machado, foi exonerado e, em depoimento na Policia Federal, afirmou que, desde 2018, vem alertando o Tribunal sobre essas irregularidades. Aí, o Tribunal emitiu nota dizendo que ele foi exonerado por assédio moral e motivação política.
Disse, também, que não é função do TSE distribuir o material a ser veiculado, são as emissoras que devem se planejar para divulgar e cabe aos candidatos o dever de fiscalização. É onde estamos. Pelo visto, são funções do TSE Gastar mais de 1 bilhão e trezentos milhões, ignorar o Ministério Público, censurar rádios e TVs e calar a nossa voz.
Vicente Lino.