Vale lembrar a importância do ex-procurador e ex-coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, á frente da mais bem sucedida operação contra a roubalheira que se instalou no Brasil. Seu trabalho foi reconhecido e ele foi eleito com quase 345 mil votos. Foi o Deputado Federal mais votado no estado do Paraná e a sua chegada ao Congresso é um alento para o Brasil que presta. Infelizmente, no cenário atual da política brasileira, uma boa notícia vem acompanhada de uma ameaça. A candidatura de Dallagnol foi questionada pela coligação PT/PV/PC do B, o que o transforma no único político eleito no Paraná que ainda não teve o seu registro de candidatura julgado pelo Tribunal.
Por conta de ações de impugnação movidas por adversários e partidos políticos, a coisa anda assim no Tribunal do Paraná: o relator Rodrigo Otávio Rodrigues votou favorável a Deltan e foi acompanhado pela juíza Flavia Viana e outros três membros da corte. Foram fechados, então cinco votos em favor do deferimento do registro da candidatura. Aí, o sexto membro do colegiado, Thiago Paiva pediu vista e o processo deve retornar a julgamento na próxima quarta-feira (19). Vale torcer para que a candidatura tenha o seu registro deferido e o Brasil conte com a competência e honestidade do Deltan Dallagnoll.
A participação de ex-integrantes da Lava Jato no Congresso pode sinalizar reforço no combate à corrupção. Ele vem acompanhado do ex-juiz Sergio Moro, que se elegeu para o Senado e a mulher de Moro, Rosangela Moro, que se elegeu para a Câmara Federal. Podem ajudar a destravar dois importantes projetos emperrados no Congresso. O fim do foro privilegiado e a prisão após condenação em segunda instancia. Teríamos mais agilidade nos processos e os criminosos mais rapidamente na cadeia.
Vicente Lino.