Excelente artigo de Carlos Alberto Di Franco, referindo-se a uma reportagem do jornal, O Estado de S. Paulo, joga luz nas trapaças utilizadas por caciques dos partidos políticos, com o dinheiro do famigerado “Fundão Eleitoral” A coisa é escabrosa. Cinco milhões e oitocentos mil reais foram distribuídos a candidatos fantasmas. Aquela moçada que praticamente não faz campanha, não usa redes sociais, não distribui santinhos e que, em eleições passadas tiveram pouquíssimos votos, mas, mesmo assim, receberam muito dinheiro. A verba também foi parar em empresas que não entregaram os serviços e, ao que tudo indica, serviu para fertilizar o laranjal e encher os bolsos dos candidatos.
No Amazonas, uma candidata a deputado federal pelo Pros ganhou R$ 3 milhões do fundo eleitoral conseguiu 41 votos e ainda teve as contas rejeitadas por ocultar gastos da Justiça Eleitoral. Desta maneira, o fundão eleitoral de cinco bilhões é distribuído por dirigentes partidários. Conforme o jornalista isto é corrupção na veia, cinismo e uma bofetada na sociedade. A reportagem do Estadão encontrou casos suspeitos de norte a sul do país. Enquanto o Brasil precisa desesperadamente de reformas, ajustes, cortes, o Congresso se autopremiou com um fundo eleitoral milionário, e isto é apenas a ponta do iceberg de um lodaçal mais profundo. Antes, as empresas bancavam as campanhas e recuperavam o dinheiro em obras superfaturadas.
Agora o fundão irriga a corrupção e nós continuamos pagando a conta. O dinheiro que desaparece é um câncer que vai minando a República, enquanto as instituições perdem credibilidade. Os que raramente são presos ficam pouco tempo na cadeia e voltam para nos roubar mais ainda.
Vicente Lino