Começou a corrida para o 2º turno da eleição presidencial. Agora vamos decidir o que queremos para o Brasil, mesmo porque somos nós que sempre pagamos a conta. O cenário de agora apresenta questões que nos levam a pensar. Como se sabe desde que o Brasil voltou a ter eleições diretas para presidente, o candidato que chegou à frente no primeiro turno sempre venceu as eleições. Eleitores de Lula poderiam se animar. Por outro lado, os eleitores de Bolsonaro, também podem se animar, porque nunca um candidato no exercício da presidência deixou de ser reeleito. Por isso mesmo vamos enfrentar a mais crucial escolha, em toda a nossa política eleitoral.
Os resultados seguem repetindo o que sempre ocorreu em outras eleições dando a impressão de que vivemos em dois países diferentes. Nas regiões norte e nordeste, em especial na Bahia, os votos foram, em sua maioria, para Lula. Minas Gerais ficou entre um e outro, enquanto que do Mato Grosso ao Rio Grande do Sul, a maioria dos votos foi para Bolsonaro. Até o dia 30 de outubro, o Brasil estará com seu futuro em jogo. O eleitor vai optar entre o esforço atual para continuar tentando resolver os seus principais problemas, com a perspectiva real de sair deles algum dia, ou, então, vai voltar a um tipo de governo que já foi experimentado há pouco, durante quase catorze anos seguidos, e acabou num desastre sem precedentes.
Vamos torcer para que as forças contrárias ao Governo, instaladas na imprensa, nos institutos de pesquisa e no poder judiciário, permitam que os eleitores escolham livremente os seus candidatos, sem as inverdades, as manipulações e as perseguições tristemente verificadas até agora. Aí, então vamos votar e depois rezar.
Vicente Lino.