Humildemente, a gente tem cobrado a necessária manifestação da sociedade contra os abusos do STF, em especial, do Ministro Alexandre de Moraes. Neste momento observamos o abjeto silencio da imprensa, da OAB, do Congresso, além da conivência dos outros ministros, todos quietos diante do arbítrio. Claro, que este comportamento estimula reiteradas ações, contra as leis e a Constituição. Agora, perto de perder a esperança, a gente fica sabendo que um grupo de 131 delegados aposentados da Polícia Federal protocolou no Ministério Público, uma notícia-crime contra o Ministro e o delegado Fábio Alvarez Chor, da Diretoria de Inteligência da PF.
O grupo requer a instauração de inquérito policial para apurar a ocorrência de crimes de abuso de autoridade na operação contra empresários acusados de defenderem um golpe, caso o ex-presidente Lula fosse eleito. Exceto Alexandre de Moraes, todo mundo sabe, que as conversas em grupo privado de WhatsApp não podem constituir meio de prova criminal. Além do que, os investigados não possuem foro privilegiado para ser alvo de ações do STF. Ainda assim, Moraes continua avançando. Ele entendeu que as mensagens em WhatsApp constituem crimes de ameaça às instituições e estariam pondo em grave risco à democracia.
Ilegalmente, oito pessoas foram enquadradas em infrações penais. Reacendo alguma esperança, quando parte importante da sociedade se levanta. Os delegados afirmam que há nítido caráter político-partidário nas ações do Ministro e pedem a sua suspeição, para o exercício de suas funções na Presidência do Tribunal Superior Eleitoral, por faltar ao Ministro, a imparcialidade necessária para o exercício de suas atribuições.
Concordamos todos.
Vicente Lino.