O Facebook assumiu compromisso oficial para colaborar com o TSE, contra a desinformação, nessas eleições. Seja lá o que isto queira dizer.. Nesta toada, somos obrigados a acreditar que as plataformas que mais lucram com isso serão eficientes, competentes e não apenas gananciosas. Pois bem: Uma reportagem de Madeleine Lackso, para a Gazeta do Povo, nos ensina que o tal combate do Facebook à desinformação eleitoral é propaganda enganosa. A plataforma tinha feito o seu marketing criando uma página específica sobre o que faz para combater desinformação nas eleições e dizendo quais países são prioritários. O Brasil é um deles, claro.
A tigrada afirma ter realizado melhorias significativas para reduzir a disseminação de desinformação e oferecer mais transparência em relação aos anúncios sobre temas sociais, eleições ou política. A conversa era essa. Ocorre que alguém resolveu conferir esse palavrório todo, e a ONG internacional Global Witness resolveu testar a conversa do Facebook. Ela montou 10 anúncios em português. Metade eram anúncios com mentiras deliberadas e a outra era desacreditando as urnas eletrônicas. No tal rigoroso processo, a conta teria de ser verificada e precisava ser obrigatoriamente, informado quem pagaria pelo anúncio.
Aí, a ONG fez os anúncios de uma conta não verificada e burlou todas as exigências mais básicas. Depois ficou por alguns dias esperando que os anúncios fossem rejeitados. Para surpresa da Global Witness, sem que houvesse nenhuma nova ação, o Facebook aprovou todos os anúncios e os colocou em circulação. A própria ONG tirou os anúncios do ar e o Facebook afirmou o seguinte; estamos e sempre estivemos profundamente comprometidos em proteger a integridade das eleições no Brasil e em torno do mundo. Corremos o risco de o TSE acreditar no Facebook e mandar nos prender.
Vicente Lino.