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Coluna/Opinião

UM PODER JUDICIÁRIO SEM CONTROLE DA SOCIEDADE - Vicente Lino

Data: Quarta-feira, 03/08/2022 14:52

Concordamos todos com a necessidade das reformas tributárias e administrativas, dentre outras. Falta falar da necessidade urgente de diminuição dos gastos com a máquina pública. Nessa toada, os impostos continuam crescentes, na medida em que são ainda mais crescentes os gastos do governo. Em artigo na REVISTA OESTE, a economista Maria Helena mostra o assustador apetite de um dos Poderes para gastar o nosso dinheiro e dá números ao que a gente já sabia.

O Judiciário brasileiro está cada vez mais distante da Justiça. Os números são aterradores. Em 2020, a Justiça brasileira gastou mais de R$ 100 bilhões de reais com o Judiciário. São 433 mil funcionários e aproximadamente 20 mil juízes. Como comparação o governo o federal aportou no ano passado algo em torno de R$ 60 bilhões para subsidiar o auxílio emergencial, beneficiando mais de 40 milhões de brasileiros. Gastamos com o Poder Judiciário três vezes mais que a Alemanha e dez vezes mais que a Inglaterra.

Como fazem leis em seu próprio beneficio a coisa está assim; pelo menos 353 juízes, desembargadores ou ministros dos tribunais superiores receberam mais de R$ 100 mil em ao menos um dos meses do ano. Alguns casos são de arrepiar: Um magistrado recebeu de uma única vez, 733 mil, outro recebeu 547 mil e um terceiro 432 mil. Outros 350 excelentíssimos receberam entre 100 e 280 mil, essa dinheirama toda é porque seus contracheques são engordados com ao menos 32 tipos de auxílios, gratificações, indenizações, verbas, ajudas de custo e por aí vai.

No texto, a economista, Maria Helena afirma que o Judiciário converteu-se em uma grande estrutura geradora de privilégios para poucos, com uma reduzida preocupação social, nenhuma participação democrática, transparência ou controle da sociedade. Concordamos inteiramente. Mesmo que mandem nos prender.

Vicente Lino

 UM PODER JUDICIÁRIO SEM CONTROLE DA SOCIEDADE - Vicente Lino