Concordamos todos com a necessidade das reformas tributárias e administrativas, dentre outras. Falta falar da necessidade urgente de diminuição dos gastos com a máquina pública. Nessa toada, os impostos continuam crescentes, na medida em que são ainda mais crescentes os gastos do governo. Em artigo na REVISTA OESTE, a economista Maria Helena mostra o assustador apetite de um dos Poderes para gastar o nosso dinheiro e dá números ao que a gente já sabia.
O Judiciário brasileiro está cada vez mais distante da Justiça. Os números são aterradores. Em 2020, a Justiça brasileira gastou mais de R$ 100 bilhões de reais com o Judiciário. São 433 mil funcionários e aproximadamente 20 mil juízes. Como comparação o governo o federal aportou no ano passado algo em torno de R$ 60 bilhões para subsidiar o auxílio emergencial, beneficiando mais de 40 milhões de brasileiros. Gastamos com o Poder Judiciário três vezes mais que a Alemanha e dez vezes mais que a Inglaterra.
Como fazem leis em seu próprio beneficio a coisa está assim; pelo menos 353 juízes, desembargadores ou ministros dos tribunais superiores receberam mais de R$ 100 mil em ao menos um dos meses do ano. Alguns casos são de arrepiar: Um magistrado recebeu de uma única vez, 733 mil, outro recebeu 547 mil e um terceiro 432 mil. Outros 350 excelentíssimos receberam entre 100 e 280 mil, essa dinheirama toda é porque seus contracheques são engordados com ao menos 32 tipos de auxílios, gratificações, indenizações, verbas, ajudas de custo e por aí vai.
No texto, a economista, Maria Helena afirma que o Judiciário converteu-se em uma grande estrutura geradora de privilégios para poucos, com uma reduzida preocupação social, nenhuma participação democrática, transparência ou controle da sociedade. Concordamos inteiramente. Mesmo que mandem nos prender.
Vicente Lino