As pesquisas confirmaram, o que a gente já sabia. 33% dos entrevistados consideram o desempenho dos ministros do STF ruim ou péssimo e, para outros 36% a avaliação é apenas regular. Os ministros sabem e pouco se importam. Depois de ignorar a reprovação popular, suas excelências agora decidiram dar de ombros para o Congresso Nacional. Conforme a Agencia Senado, a Comissão de Fiscalização e Controle aprovou a promoção de uma audiência pública para discutir ativismo judicial. No requerimento a comissão convidou ministros e ex-ministros do Supremo Tribunal Federal. De acordo com o senador Eduardo Girão, autor do pedido, o Judiciário precisa dar satisfações quanto ás ações de seus membros que têm configurado “invasão de competências” contra os outros Poderes.
Falou, também, que o flagrante ativismo judicial imposto por algumas instâncias do nosso Poder Judiciário, mormente o Supremo Tribunal Federal (STF) têm interferido diretamente e intencionalmente em decisões de outros poderes da República. Não adiantou, porque os ministros convidados, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes deram de ombros e não foram ao debate com os senadores. O Presidente do TSE, Edson Fachin, depois de receber opositores do governo na sociedade e parlamentares da oposição, no Congresso, decidiu convidar diplomatas estrangeiros, para a sua versão sobre a segurança das urnas eletrônicas e a transparência das eleições.
É o mesmo Fachin que acaba de recusar o convite do Presidente da República, para participar de um encontro com embaixadores, marcado para hoje, justamente para expor os motivos da desconfiança sobre as urnas eletrônicas e o tipo de fiscalização necessário nas eleições. Fachin não vai. Bem: Suas excelências não se importam com os convites do Senado nem da Presidência da República. Muito menos com a reprovação do eleitor brasileiro. Afinal, nunca receberam um voto na vida.
Vicente Lino.