Na semana passada, a Comissão de Fiscalização e Controle do Senado aprovou o convite aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, para debate sobre ativismo judicial. A gente não sabe se eles vão comparecer. Deveriam aceitar o convite. Afinal, há uma montanha de perguntas para serem respondidas. Além deles foram convidados os ex-ministros do STF Marco Aurélio Mello e Francisco Rezek e o ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça. Por enquanto, o ministro Luís Roberto Barroso continua se apresentando mundo afora, como o único dono da verdade. Seu mais recente pouso foi no Reino Unido, onde falou num Forum promovido por estudantes da universidade de Oxford e desta vez foi finalmente contestado.
Sem corar, Barroso teve a coragem de afirmar que durante sua gestão, frente ao TSE precisou oferecer resistência aos ataques à democracia e impedir o abominável retrocesso que seria a volta do voto impresso com contagem pública manual. Felizmente foi contestado por brasileiros presentes ao Forum Uma aluna afirmou que ele mentia e outro perguntou como acreditar no TSE se quem o preside é o mesmo que soltou o maior ladrão. Bom, a gente sabe, que o congresso tentou apenas adicionar uma impressora junto à urna, o que permitiria conferir o voto eletrônico com o voto impresso quando surgisse alguma dúvida.
Barroso aproveitou para afirmar que o Brasil passa por um déficit de civilidade e falou sobre liberdade de imprensa, como se não fosse ele e seus colegas no STF, os principais opositores das nossas liberdades. O ministro foi contestado no Reino Unido e não mandou prender ninguém, porque falou num país onde, de fato, as liberdades são respeitadas. Por aqui, quem falou do STF foi preso. Exemplos não faltam.
Vicente Lino.