Na semana passada falamos sobre as privatizações, que começam a avançar por aqui, lembrando que tinha passado a hora de enfrentar os obstáculos do corporativismo. Felizmente, com a privatização da Eletrobrás, a coisa começa a andar. Ao passar para a iniciativa privada, a empresa deixa de ser capturada por políticos e sindicalistas. E os brasileiros se livram dessa fonte de escândalos, corrupção e incompetência. Vale lembrar a canetada da presidente Dilma Rousseff, que em 2012 baixou o valor das tarifas de energia em 20%, mas entre 2013 e 2015 as contas de luz sofreram aumento de 100,6%. O Brasil agora fica livre disso.
Foi uma luta que começou lá atrás e foi fortemente combatida pelas forças de sempre. Na primeira tentativa, em 1995, o ex-governador de Minas, Itamar Franco, impediu a privatização ao organizar um batalhão com 2,5 mil policiais no lago de Furnas e afirmar que iria até as últimas consequências. Com a eleição de Lula o processo para a privatização foi engavetado. Agora, o cálculo do Ministério da Economia é de que o Brasil perdeu 352 bilhões, de custo de oportunidade, por não feito a privatização em 2012. Com a privatização, previsão é que os cofres públicos ganhem mais de R$ 100 bilhões e os nossos impostos deixarão de pagar 93 mil por mês, referentes ao maior salário pago por lá, além da gratificação de férias de 75% do salário e o auxilio-refeição de 1.231,95.
Por isso mesmo, a empresa só tem capacidade para investir 4 bilhões por ano precisa investir 15 bilhões apenas para manter sua participação de mercado. Privatizando a Eletrobrás, o Brasil dá um passo em direção ao futuro: Ganha o setor elétrico, o pagador de impostos e o consumidor. Só perdem políticos e sindicatos. Quanto menos estatais nas mãos de políticos e sindicatos, melhor para o país!
Vicente Lino.