Em meio ao tiroteio que assistimos sobre os preços dos combustíveis, o lucro da Petrobrás, além do que se sabe sobre o quanto empresa foi roubada, pelo PT e seus seguidores, o apelo da sociedade por sua privatização começa a se fazer sentir. Mas a coisa é bem pior e a privatização deveria atingir praticamente todas as empresas do governo. A Revista Oeste acaba de publicar ótimo artigo dando conta da quantidade de empresas custeadas com os recursos dos nossos impostos. Pela reportagem ficamos sabendo que o Estado possui o controle ou investimentos em cerca de 680 empresas. E faz isto afrontando a Constituição, que estabelece em seu artigo 173.” a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo". Desrespeitando a Constituição e gastando com incompetência e desonestidade, o dinheiro do contribuinte o governo tem a tal Ceitec, que produz o chip do boi, a Nuclep, Ceasaminas, Hemobrás, Valec, EPL, além de bancos, empresas cartões de crédito, seguros, capitalização, saúde, odontologia, meios de pagamento, produção de pólvora e por aí vai. Afinal, são quase 700 empresas.
E o pior é que o governo concorre, na maioria das vezes, de forma desleal com a iniciativa privada. Essas empresas valem R$ 1 trilhão. Com a venda, o Estado poderia extinguir inúmeros órgãos, que se tornariam desnecessários e abriria espaço para a iniciativa privada continuar operando todos esses negócios sem nenhum prejuízo à sociedade. As estatais servem muito mais a interesses pessoais, políticos, partidários, corporativos, de fornecedores e governamentais do que aos cidadãos pagadores de impostos. A gente serve para financiar rombos, desvios, malversação de recursos, corrupção, superfaturamento, além da conhecida incompetencia dessas empresas. Mais do passou da hora de enfrentar este infernal corporativismo.
Vicente Lino.