Ao contrário do que afirmam algumas autoridades a internet não abriu espaço para imbecis. A rede social é espaço que deveria ser escancarado para que, cada um, á sua maneira tenha o direito de defender seus pontos de vista, com críticas, elogios e sugestões para as diversas demandas da sociedade. Todo mundo sabe que, em caso de calunia, injuria ou difamação já há pena prevista no código penal brasileiro. O resto é para tentar nos calar flertando com a cesura. Como neste terreno minado, as coisas nunca melhoram não se sabe de onde brotaram as tais agencias checadoras da verdade, como se elas fossem capazes de definir o que é verdade.
Pois bem: Reportagem recente dá conta de que uma dessas agencia da verdade foi pega na mentira. A agência de checagem de notícias Aos Fatos foi condenada a pagar uma indenização de R$ 10 mil ao Jornal da Cidade Online por acusá-lo falsamente de fazer parte de uma “rede articulada de desinformação”. Isto lá na cabeça da tal Agência. A decisão foi proferida pela 5ª Vara Cível da Comarca de Passo Fundo (RS). Esta é a segunda vez em menos de dois meses que a agencia checadora da verdade é condenada pela Justiça por uma informação falsa. Ela já tinha sido condenada, a pagar 50.000 reais, por danos morais após ter classificado erroneamente duas reportagens da Revista Oeste, como fake News.
A sentença foi proferida pelo juiz Marcelo Augusto Oliveira, da 41ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Não é difícil enxergar o viés político nas ações dessas agências. O cientista político, Fernando Schuller afirma que as agências de checagem poderiam cumprir um papel essencial no debate democrático. Na medida em que optam por certa visão política, tendem a perder seu principal ativo: a confiança das pessoas, em uma sociedade plural. Além do que, a repressão à nossa liberdade de expressão não trará a confiança de volta..
Vicente Lino