A sociedade estava aguardando as respostas do TSE sobre as sugestões do Comando de Defesa Cibernética das Forças Armadas, para garantir mais transparência e segurança nas próximas eleições. As respostas que acabam de ser divulgadas trouxeram ainda mais insegurança e passam longe da transparência que se pretende. Lamentavelmente, o TSE deixou de atender algumas sugestões argumentando que as recomendações dos militares contêm “equívocos”, “erros amostrais” e “erros de premissa”. Além do mais, o TSE ainda teve a coragem de afirmar que, os prazos para alterações no processo eleitoral expiraram.
Do lado de cá, a gente tem que acreditar que os técnicos do TSE, não reconhecem a excelência do Comando de Defesa Cibernética do Exército, a ponto de rejeitar as sugestões. Dentre as sugestões rejeitadas pelo TSE está aquela que mede o nível de confiança do teste de integridade. Atualmente, o teste alcança apenas 0,1% das urnas. As Forças Armadas sugeriram aumentar o número de urnas testadas de forma a atender um nível de confiança de no mínimo de 95%, que, cá entre nós, representa muito mais que 0,1% de hoje. Mas, o TSE disse não. Garantiu é aceitável uma probabilidade de ocorrência de inconformidade igual a 0,1%”. Os técnicos das Forças Armadas, também sugeriram que as urnas para os Testes de Integridade fossem sorteadas de forma aleatória, dentre todas as urnas utilizadas no processo eleitoral.
Mais uma vez o TSE disse não. Segundo o órgão, a escolhas serão feitas pelas próprias entidades fiscalizadoras do TSE. Não há espaço para citar todas as sugestões rejeitadas. O espaço é suficiente para afirmar a má vontade do TSE para o aprimoramento do sistema eleitoral e a insistente recusa em oferecer mais segurança e transparência ás eleições. Ações como essas comprovam autoritarismo e desrespeito para com os eleitores.
Vicente Lino.