A gente nunca sabe onde vai parar a justiça brasileira, por conta dos cavalos de pau dados na operação Lava Jato. Mas a coisa começa a ficar meio que patética. Reportagem do jornal O Estado de São Paulo aponta que empreiteiros doleiros e políticos que fizeram acordos de delação premiada estão falando pelos cantos, que pensam em pedir a anulação dos processos nos quais respondem por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. Não é novidade, que o ponta de lança de mais essa confusão seja o ministro Gilmar Mendes. Recentemente ele anulou com base nas mensagens hackeadas de procuradores da Lava Jato, as investigações contra o empresário Walter Faria, da Itaipava.
Ele era acusado de ajudar a Odebrecht a viabilizar valores em espécie com uso da cervejaria para pagamento de propinas. Gilmar anulou o processo e outros condenados falam em recorrer. O ex-deputado Pedro Côrrea, condenado tanto no esquema do Mensalão, quanto no da Lava Jato, não quitou as multas e disse que vai recorrer, para anular a condenação. Depois que o ex-presidente Lula teve acesso ás mensagens hackeadas, outros réus também pediram o material, entre eles, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral
. O doleiro Alberto Youssef, delator do esquema da Lava Jato reclama o uso de tornozeleiras eletrônicas, enquanto há delatados, como o ex-presidente Lula, que já estão livres. Júlio Camargo, cuja delação levou à prisão do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, estaria arrependido do acordo no qual foi multado em 120 milhões e fala em recorrer da condenação. Gilmar Mendes não se importa, mas, acho que daqui a pouco, essa moçada vai estar novamente com os cofres cheios do dinheiro dos nossos impostos. Pior para o Brasil decente..
Vicente Lino