É difícil acreditar, mas o noticiário dá conta de que o governo acaba de indicar, como candidato do Brasil para dirigir a Organização Panamericana de Saúde, um dos criadores do Programa Mais Médicos, durante o governo Dilma Roussef. Este programa ajudou a escravizar no Brasil mais de 15 mil cubanos, que eram usados de fachada para o envio de bilhões de reais dos brasileiros para os cofres daquela ditadura. O indicado é o médico Jarbas Barbosa afilhado do senador petista, Humberto Costa.
A gente sabe que este médico defendeu com unhas e dentes, interna e publicamente, que os cubanos recebessem no Brasil salários idênticos aos que eram pagos em Cuba, menos de R$ mil reais por mês. O resto ia para a ditadura cubana. A gente também sabe, que Organização Panamericana de Saúde, (a OPAS) operou como testa de ferro para limpar toda a operação que, além de monetária, tinha um caráter clandestino e possivelmente criminoso. Afinal, foram colocados em situação análoga à escravidão mais de 15 mil cubanos que passaram pelo Brasil entre 2013 e 2018. Tanto é verdade que agora, a Justiça dos Estados Unidos deu sequência a uma ação movida por médicos, contra a Organização, justamente por terem sido escravizados no Brasil.
No lugar de indicar o afilhado de Humberto Costa, O Brasil deveria tentar reaver os bilhões de reais que foram roubados dos médicos, nesta sórdida triangulação entre a OPAS e o governo do PT. Vale lembrar que Bolsonaro denunciou o programa, quando ainda era candidato e também, depois de eleito. Não faz sentido, então que o governo tenha como candidato um dos artificies da escravidão dos cubanos. A gente fica com a sensação infeliz de que o PT deixou o governo, mas continua no poder reproduzindo os mesmos desastres que sempre produziu.
Vicente Lino.