O Brasil acompanhou de perto os processos do “mensalão” e do “Petrolão”. Num deles, parlamentares eram pagos para apoiar projetos do governo do PT, e no outro, o partido e seus satélites se uniram a empreiteiros e dirigentes Petrobrás para saquear o país. Com as sentenças e as prisões, chegamos a acreditar que alguma coisa tinha mudado e que, finalmente, os criminosos de colarinho branco seriam punidos. Passado algum tempo, ficamos decepcionados e apreensivos, com a soltura da turma toda. Lula foi solto e seus processos foram anulados. Mas, a coisa pode piorar ainda mais. Após se livrar do último processo a que respondia na Lava Jato, o ex-presidiario agora quer ser indenizado e busca receber R$ 2,7 milhões de quem o acusou de se beneficiar do esquema do petrolão. Desta vez, Lula terá de contar, com os tribunais superiores de Brasília – especialmente o Superior Tribunal de Justiça, porque já perdeu todas as ações na primeira ou na segunda instancia.
Ele alega que sofreu ataques à sua honra e imagem e está processando Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava Jato, o delegado da Policia Federal Filipe Pace, o ex-senador Delcidio do Amaral, além do deputado Eduardo Bolsonaro. Depois da derrocada da Operação Lava Jato e a onda de vitórias que Lula vem obtendo, principalmente no STF, agora a defesa de Lula quer reparações financeiras. É onde estamos. No processo, em que Sergio Moro foi considerado suspeito, 4 juízes do STF, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux, votaram a seu favor e não reconheceram vícios ou parcialidade nos processos em que Lula foi condenado.
E ainda afirmaram que a condenação correspondia aos fatos ocorridos e ao Direito. Ainda assim, Lula, depois de solto e descondenado ainda quer embolsar nada menos que 2,7 milhões como reparação. Acho que a gente pode imaginar o desfecho dessa questão. A decisão será do STF.
Vicente Lino.