Em diversas oportunidades já falamos por aqui, sobre as imoralidades contidas no tal do “Fundão Eleitoral”, com o dinheiro dos nossos impostos para campanhas políticas. À medida que passa o tempo, a indignação aumenta e a gente volta ao tema. Principalmente quando se sabe que os valores não refletem a realidade de país pobre e muito menos, contribui para o aprimoramento da verdadeira democracia. Além do que, há fraudes nunca combatidas. Já se sabe que, por causa das cotas, em 2020 houve 5.000 candidaturas laranjas de mulheres e ninguém ficou corado. Na hora de distribuir a grana o cenário só piora. Nas últimas eleições, foram 550 mil candidatos a prefeito e vereador, mas apenas 4.600 candidaturas ficaram com 80% do dinheiro.
Por falta de critérios e exigências legais na distribuição do dinheiro, dentro das legendas, quase todo dinheiro vai para os caciques partidários e seus protegidos. A toda eleição, os mesmos políticos são escolhidos pelos caciques e nunca se verifica a desejada renovação do Congresso. Vale repetir os números para que você fique bastante indignado com a ganância dessa gente: Dá uma olhada: Antes de 2016, o dinheiro público em partidos e campanhas era direcionado apenas para o fundo partidário, que foi criado em 1995 com R$ 181,7 milhões. De lá para cá, a coisa aumentou mais de 10 vezes e custou R$ 2 bilhões, em 2021.
Agora, Somado ao fundo eleitoral, de R$ 4,9 bilhões, significa que os valores públicos destinados para partidos e campanhas em 2022 será de R$ 6,9 bilhões, um aumento de mais de 3800%. A dinheirama beneficia os maiores partidos, dá poder aos caciques partidários, não possui transparência, não tem prestação de contas eficiente, favorece as fraudes e dificulta a renovação política. Continuamos pagando a conta, mesmo sabendo essa gente não conhece limites.
Vicente Lino.