O ex-condenado e ex-priosioneiro, Lula afirmou que não pretende abdicar do patrimônio público do país e pediu que as empresas privadas não comprem as estatais pois, se eleito, pretende rediscutir as negociações. Ele disse que o patrimônio foi construído pelo povo brasileiro. Ninguém será convencido, principalmente por ele, de que há algum interesse aí em defender, o que ele chama de patrimônio do povo brasileiro. O que se percebe, desde sempre, é a disputa acirrada de políticos pelas diretorias de operações das empresas estatais. Os partidos políticos brigam muito mais por diretoria nas empresas estatais, do até mesmo por ministérios. As obras contratadas por estatais são mais vultosas do que obras contratadas por ministérios. Nas estatais, que Lula finge defender é que estão as maiores oportunidades de desvios, como ficou fartamente comprovado, nas operações da polícia federal, que levou à prisão Lula e seus companheiros.
Com raríssimas exceções, as empresas nas mãos do estado são utilizadas para gerar muito dinheiro para políticos, burocratas, empreiteiras ligadas a políticos, sindicatos e demais apaniguados. Além do que uma empresa gerida pelo governo significa apenas que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos. Na prática, todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que retira o dinheiro dos nossos impostos. Lula irresponsavelmente, ameaça os eventuais interessados na compra de estatais brasileiras, falando em rediscutir as privatizações. Ele gosta tanto de estatais que, em 13 anos de governo do PT, foram criadas 43 delas. Os prejuízos bilionários são fruto de má gestão e corrupção generalizada, o que levou boa parte daquela gente pra cadeia.
Com raras exceções, receberemos serviços prestados de maneira insatisfatória e sempre haverá desperdício de recursos, gritante ineficiência e muita corrupção. Tudo coisa que Lula e seu partido conhecem muito bem.
Vicente Lino.