Dia destes, Lula, de cima do palanque que nunca desceu, nem mesmo em sua temporada na cadeia, deitou falação CONTRÁRIA a privatização da Petrobrás. A gente sabe que o PT adora empresas estatais, tanto que durante os anos de poder criou, nada menos que 43 delas. Claro que, aliado aos partidos amigos, também desviou dinheiro de todas elas. Os processos e as provas estão disponíveis na justiça. Não conhecemos partido político que não goste de estatais. Eles falam que elas são estratégicas, mas quando examinamos os serviços que prestam e o quanto nos custam, não é difícil concluir que elas são, de fato, estratégicas para os interesses da classe política, dos seus funcionários e dos sindicatos.
O pagador de impostos ficaria muito assustado, aliás revoltado, quando soubesse que, na Petrobrás, o salário mais alto é um pouco mais de 145.000,00 todo santo mês, e o salário, nos Correios, pouco mais de 50.000,00 todo mês. Há uma grande gritaria, quando o Governo anuncia a privatização da Eletrobrás. Funcionários falam em prejuízos ao país, quando se sabe que o grito é, tão somente para manter privilégios e benefícios que certamente não serão mantidos, após a privatização. Principalmente quando se sabe que a Eletrobrás tem o segundo salário mais alto entre as estatais.
Pouco mais de noventa e três mil reais, por mês. A coisa é tão absurda que essas empresas podem criar benefícios e dar aumentos de salários com uma simples canetada, sem necessidade de lei. É só fazer um acordo coletivo. Nesta toada, as empresas estatais são capturadas para atender interesses de um pequeno grupo em detrimento da grande maioria da população. Benefícios e salários são mantidos, mesmo quando dão prejuízo, bastando utilizar o suado dinheiro dos nossos impostos. Eletrobrás e Correios estão no Congresso para serem privatizadas. Se o Congresso cumprir o seu dever, estaremos livres de grupos de interesse que nunca pensam no Brasil.
Vicente Lino.