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Coluna/Opinião

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, O TRIBUNAL ELEITORAL E EXÉRCITO DEVERIAM SE ENTENDER - Vicente Lino

Data: Terça-feira, 01/03/2022 09:21

Parece que o debate sobre a segurança das urnas eletrônicas continua e vai durar até as eleições. Ou nunca vai acabar. Como se sabe, o Congresso tentou aprovar lei para introdução do voto impresso na urna, quando quis aprovar o projeto da Deputada Bia Kicis. Sabe-se, também, que na Comissão Especial havia mais integrantes favoráveis que contrários à proposta. Aí, uma movimentação ostensiva do Ministro Luís Roberto Barroso, resultou na substituição dos integrantes favoráveis por outros que eram contrários ao aperfeiçoamento e o projeto foi para o espaço.

Depois, O TSE criou uma Comissão de Transparência Eleitoral (CTE), composta por especialistas, incluindo o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) do exército, que enviou 712 perguntas ao TSE sobre riscos na área de tecnologia. Conforme reportagem da Gazeta do Povo, as respostas fornecidas pelo Tribunal Eleitoral (TSE) ao Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber) sobre os processos que envolvem os procedimentos técnicos, a transparência e a segurança das urnas eletrônicas não afastaram as incertezas sobre a lisura das eleições entre militares, o governo e aliados da base governista. Ainda, segundo o jornal, a identificação de 712 riscos na área de tecnologia da informação da Corte desde as eleições de 2018 é o motivo que alarma e não convence a militares e ao governo.

O dado consta das respostas encaminhadas aos questionamentos feitos pelo Centro de Defesa Cibernética do Exército. O órgão argumenta que as respostas não foram integralmente satisfatórias pelo alto volume de riscos identificados e que as dúvidas [sobre a segurança das urnas eletrônicas] persistem. Nós, os eleitores estamos no meio do tiroteio. Ministros jurando que as urnas são seguras e ameaçando prender quem disser o contrário. O Centro de Defesa do exército demonstrando que foram identificados 712 riscos, com respostas que não afastaram as incertezas. Seria ótimo que os dois organismos se entendessem. Afinal, é dever inalienável destas instituições oferecer transparência, segurança e total confiança ao processo eleitoral.

Vicente Lino.

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, O TRIBUNAL ELEITORAL  E EXÉRCITO DEVERIAM SE ENTENDER - Vicente Lino