O jornalista Fernão Lara Mesquita, produziu mais um extraordinário texto, onde comenta, com coragem e lucidez, que a trilha percorrida por autoridades da nossa mais alta corte, pode nos conduzir a qualquer coisa, menos ao fortalecimento da democracia, ao respeito ás leis e à obediência constitucional. Lá pelas tantas, Fernão Lara nos adverte entre aspas, “todo brasileiro que não vai movido pela mesma firme e declarada intenção de Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin de dar rabos de arraia na democracia e chutes no rosto da constituição para congelar-nos para sempre no pior do século 20 que Vladimir Putin quer reviver, tem O DEVER de resistir aos três carnavalescos que desfilam abertamente na avenida o golpe do lulismo”
De fato, atravessamos um tempo em que magistrados extrapolam demonstração de poder, no lugar de sensatez e respeito ao processo legal, aparições midiáticas no lugar da necessária discrição que o cargo exige, além da busca pelo confronto com outros poderes, com interminável queda de braço, onde perdemos todos. O jornalista descreve, em novas aspas, três momentos nada elogiáveis. Segundo ele: um dá seminários no exterior sobre “como se livrar de um presidente”. É o decretou sob pena de prisão e morte na fogueira o dogma da virgindade da urna eletrônica brasileira.
O outro, que Dilma Roussef em pessoa meteu no STF porque discursava com notório teor incendiário suficiente nos comícios do MST. É o que tirou Lula da jaula, com uma única e solitária canetada monocrática que anulou três instâncias do Judiciário brasileiro. O terceiro é o que executa as sentenças dos outros dois além de emitir outras tantas “autorais”. Não isenta “nenhum mecanismo de comunicação”, nem mesmo conversa de bêbado em mesa de bar, da “justa punição”, esteja essa punição prevista ou não na lei ou na constituição. Que bom. Há alguém na imprensa abrindo nossos olhos.
Vicente Lino.