Quem teve paciência para acompanhar a CPI da Covid-19, comandada pelo senador Omar Aziz, no senado, assistiu de tudo. Médicas sérias sendo verbalmente agredidas, pelo presidente Omar Aziz e seus pares, testemunhas sendo desrespeitadas e acusações genéricas que até a gente sabia que não não dariam em nada. Durante a CPI, o senador Marcos Rogerio insistia em afirmar que o surrealismo que tomava conta das sessões transformariam os trabalhos em piadas de mau gosto. Não deu outra. Ficamos sabendo agora que a papelada pode acabar no fundo da gaveta. O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que a Comissão Parlamentar de Inquérito não apresentou provas sobre os supostos crimes e, por isso, ele não pôde avançar nas investigações.
Segundo ele, não houve documentos probatórios e que recebeu um HD com 10 terabytes de informações desconexas e desorganizadas. O senador Luis Carlos Heinze, que participou da CPI, afirmou que Aras falou o que eles já sabiam e que Renan, Randolfe e Omar Aziz só tinham narrativas, nada de concreto. Por enquanto, é onde estamos. Os senadores da CPI se comprometeram a entregar todas as provas em dez dias. O Procurador Geral da República, Augusto Aras afirmou o seguinte: “Eu espero que até sexta-feira (18) que o senador Randolfe e seus eminentes pares entreguem essas provas para que o Supremo possa preservar a cadeia de custódia, a validade das provas e que não tenhamos nulidades e impunidade em um futuro próximo.
A gente não sabe o que vai dar mas, o Presidente da CPI, Omar Aziz foi alvo de uma operação do Ministério Público Federal chamada “Maus Caminhos”, que investiga o desvio de cerca de R$ 260 milhões de verbas públicas justamente da saúde. Renan Calheiros relator da CPI da Covid, chegou a acumular mais de 25 processos no Supremo no Tribunal Federal, desde crimes contra a honra até os conhecidos inquéritos por corrupção nas operações Lava Jato, Zelotes, do instituto de previdência dos Correios. Gente assim, não deveria procurar crimes de ninguém.
Vicente Lino.