A gente já sabe que os partidos políticos no Brasil, são um grande negócio para seus donos. Afinal, eles recebem milhões que são distribuídos aos candidatos de acordo com interesses nunca declarados e sempre obscuros. Também sabemos que houve uma proliferação de partidos e, em 2016, o Brasil já contava com 35 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Destes, 28 com representação política no Parlamento brasileiro. É de fato, um grande negócio. A cerca de um ano do 1º turno das eleições de 2022, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem 83 partidos em formação na fila de registro. Afora a eterna conversa fiada de que existem ajuntamentos á direita, à esquerda e ao centro, a que ideologias esta imensidão de partidos vai atender? A resposta deve estar com os atuais e futuros presidentes de partidos.
Mesmo após a infame aprovação do projeto que elevou para 4,9 bilhões de reais a dinheirama para a campanha, uma reportagem da Gazeta do Povo, nos informa que os partidos políticos brasileiros devem aproximadamente R$ 84 milhões aos cofres públicos. Dentre os maiores devedores, o PT é a legenda com a maior dívida, cerca de R$ 23,6 milhões. Nada de novo, para um partido que nos assalta deste sua criação. Dentre os 10 diretórios mais endividados, 4 são do. PT, mesmo tendo recebido 95,2 milhões do Fundo Partidário no ano passado.
Desse valor, parte se refere aos pagamentos atrasados para a Previdência Social e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de funcionários, além de outros impostos não recolhidos e multas para a Justiça Eleitoral. Depois do PT, aparecem o Democratas (DEM), com uma dívida de R$ 6,5 milhões, o MDB (6,3 milhões) e o PDT (6,2 milhões). O levantamento foi realizado pelo jornal, O Estadão de S. Paulo. Os dirigentes não comentaram a sonegação e atribuem mais essa barbárie ás gestões anteriores. Pelo andar da carruagem continuarão recebendo bilhões e sonegando milhões. Sem pagar, farão promessas que nunca serão cumpridas.
Vicente Lino.