O Brasil tristemente acompanhou demonstrações de arrogância, atraso e desinformação, no tratamento da pandemia de covid-19. Governadores e prefeitos decidiram trancar a população em casa. Cidades dos estados do Amazonas, Minas Gerais e Rio de Janeiro, decidiram impor o lockdown aos seus moradores, sem nenhum embasamento científico. Com o tempo novos trabalhos estão sendo publicados desmistificando algumas certezas do passado recente e mostrando o quanto as ditas autoridades estavam erradas. Acaba de ser publicado um trabalho afirmando que os lockdowns tiveram pouco ou nenhum efeito na mortalidade por COVID.
Uma nova meta-análise de estudos mostra que toda a dor e sacrifício que sofremos com essas imposições não teve muito resultado – apesar de seus enormes custos. A pesquisa foi liderada pelo economista Steve Hanke e publicada pela Universidade Johns Hopkins. Ele avaliou 24 estudos relevantes examinando o rigor do lockdown, o impacto das campanhas para que o povo não saísse de casa e a eficácia de restrições específicas. A meta-análise conclui que “os lockdowns tiveram pouco ou nenhum efeito na mortalidade por COVID-19”. Além disso, mostraram que a maior parte da disseminação do COVID-19 ocorreu em casa. O economista, Casey B. Mulligan, da Universidade de Chicago, informa que “as microevidências contradizem o ideal de saúde pública em que as famílias seriam locais de confinamento solitário e transmissão zero”. “Em vez disso, as evidências sugerem que ‘os domicílios apresentam as taxas de transmissão mais altas’ e são ambientes de alto risco para a transmissão de [COVID-19]’.
Conclusão do estudo: As medidas de lockdown devastaram a economia, agrediram a classe trabalhadora, alimentaram uma crise de saúde mental juvenil, levaram a overdoses recordes de drogas, pioraram uma onda de crimes, atrasaram tratamentos médicos que salvam vidas e muito mais. Os estudos estão disponíveis e os Governadores e a prefeitada, Brasil afora, deveriam se debruçar sobre eles. Talvez aprendessem alguma coisa, no lugar de desviar recursos públicos.
Vicente Lino.