Daqui a pouco a pouco estaremos em frente ás urnas, que o Ministro Luís Roberto Barroso afirma serem totalmente seguras e confiáveis. Por enquanto, o que se sabe é que as Forças Armadas apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento sigiloso contendo suas demandas para o aperfeiçoamento da urna eletrônica que será utilizada nas eleições de 2022. Se há a necessidade de aperfeiçoamento é porque foram encontradas fragilidades. Por outro lado, o Ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o Presidente Jair Bolsonaro, preste depoimento sobre o suposto vazamento de dados sigilosos, justamente sobre a fragilidade das urnas.
Em uma live recente, o Presidente e o Deputado Federal Filipe Barros exibiram cópia de um relatório da PF dando conta de que o sistema do TSE foi invadido em 2018. A Policia Federal afirma que o hacker obteve senhas de acesso do sistema e invadiu a rede interna do TSE. O Deputado Filipe Barros foi o relator do projeto que pedia o comprovante impresso nas urnas e continua cobrando a conclusão da investigação sobre o ataque ás urnas. Afirma, também, que a intimação é mais uma tentativa de intimidação. Em sua defesa, o Deputado Filipe Barros, faz perguntas nunca respondidas. Ele pergunta; por que não foi dado como concluído o inquérito sobre o ataque às urnas eletrônicas, por que uma empresa privada tinha acesso a parte sensíveis do TSE, por que uma empresa terceirizada apagou os logins que poderiam responder por onde o hacker andou e qual foi a extensão da invasão. Nada disso foi respondido.
Ele também criticou as arbitrariedades cometidas por alguns ministros do STF o que descontenta parlamentares do governo, mas também da oposição. Na falta de respostas ao Deputado Filipe Barros, e ao relatório da PF, dando conta da fragilidade das urnas, teremos de continuar acreditando na palavra do Ministro Barroso. Cá entre nós, é muito pouco.
Vicente Lino.