Passados mais de setenta anos, finalmente tivemos, em 2017, uma reforma trabalhista, durante o Governo Temer. Como se sabe, a Consolidação das Leis Trabalhistas é de 1943 e a reforma busca adaptar o texto a realidade atual. Ainda que com algumas discordâncias, é possível encontrar pontos positivos na reforma. Como exemplo o parcelamento das férias, a garantia de condições iguais para terceirizados, a permissão da rescisão do contrato de trabalho por comum acordo, a desburocratização para receber o seguro desemprego e sacar o Fundo de Garantia, além da flexibilização do horário de almoço, dentre outros.
Durou pouco, porque já começaram as ameaças a essas conquistas. Em mais uma de suas discurseiras o ex-condenado e, agora candidato Lula, gerou desconfiança ao empresariado e aos trabalhadores falando em revogar os avanços da reforma e acenando com a volta do imposto sindical, dentre outras barbaridades Corremos o risco de retrocessos frente a uma elogiada modernização das relações de trabalho, ocorrida nos últimos cinco anos. O presidente do Instituto Unidos Brasil (IUB), Nabil Sahyoun, que representa mais de 200 grandes empresários e entidades, afirmou que todos são favoráveis à contribuição voluntária, nos moldes definidos pelas alterações da legislação trabalhista, promovidas pelo Governo Temer.
E que qualquer presidente que assumir o governo federal não pode tentar retroceder com a modernidade de uma legislação trabalhista que precisa ser, inclusive, melhorada. Na contramão do desenvolvimento e a favor do atraso, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que está na hora de revogar a Lei do Teto de gastos e a política de preços dos combustíveis. A Presidente do partido que virou bando, afirmou, também que pretende deter a privatização e rever os contratos lesivos ao país. Infelizmente os criminosos foram soltos e agora querem nos prender ao seu já conhecido atraso.