Reportagem do jornal Gazeta do Povo, dá conta de que a elite do funcionalismo público, promete greve para esta semana. A moçada quer aumento e reivindica correção dos salários. A categoria acha que ganha pouco e que os salários estão perdendo poder de compra por conta da inflação, dos últimos anos. Os protestos de terça e os que são esperados para os próximos dias 25 e 26 de janeiro foram mobilizados, especialmente, por servidores da Receita Federal e do Banco Central. Olhando com um pouco mais de atenção é fácil constatar um levantamento dando conta de que essa elite acumulou um aumento de 609,9% nos últimos 23 anos.
De acordo com a pesquisa, neste período, a remuneração de advogados e procuradores do Executivo subiu 608,2%. A remuneração dos diplomatas, delegados da Polícia Federal e auditores fiscais tiveram, respectivamente, reajustes acumulados de 550,8%, 498,9% e 478,6%. A moçada que reclama e ameaça greve, teve aumento bem acima da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 326% no mesmo período. Significa dizer que houve significativo aumento no poder de compra da moçada, mesmo sem os reajustes a partir de 2019. Tem mais: Os salários que recebem, representam pouco mais de 30 mil reais todo mês, sem contar com as bonificações.
Incomoda saber que a diferença entre a média dos salários dos servidores federais e profissionais do setor privado com as mesmas características chega a 96%, segundo o Banco Mundial. Tem mais: Segundo nota econômica do CNI, dois terços dos servidores federais, encontram-se entre os 10% com maior renda no país, 83% estão entre os 20% mais ricos e (94%), deles estão entre os 40% mais ricos do Brasil, conforme reportagem da Gazeta do Povo. Talvez recebam mais este aumento e aumentem, ainda mais, a distância do povão. Como se vê, nossos impostos são pra pagar essa gente.
Vicente Lino.