No mês passado, um ajuntamento de advogados, que defendem criminosos da Lava Jato, conhecido como Grupo Prerrogativas concedeu ao ex-condenado Lula o Prêmio Perseverança. A gente vive num país tão absurdamente surreal que, segundo a tigrada, o prêmio ao criminoso seria por sua “contribuição e defesa da democracia e das instituições, e o combate à fome e à miséria durante os seus governos”. Mais do que assustador, premiar alguém condenado em três instancias da justiça brasileira, por corrupção e lavagem de direito é, também, a exibição lamentável do escarnio com que esse tal Grupo trata o Brasil decente. É uma gente regiamente remunerada pelos políticos que assaltam os cofres públicos, o que significa dizer que os milhões que recebem saem diretamente dos nossos impostos. Depois das manobras na lei com as quais conseguem soltar os criminosos, agora decidiram, também, homenageá-los. O absurdo parece não ter limites. O advogado Alberto Toron disse no evento que "Lula é o símbolo mais elevado da Justiça”. O advogado Antônio Claudio Mariz afirmou que “se o crime já aconteceu, o que adianta punir, que se puna, mas que não se ache que a punição irá combater a corrupção”. Felizmente, para o Brasil que presta, ainda resta alguma esperança. Um grupo de 1.143 advogados de todo o Brasil divulgou uma nota de repúdio afirmando que "a advocacia brasileira não glamouriza o crime, o criminoso, a injustiça, a impunidade e a corrupção”. Ainda bem. Os brasileiros de bem concordam que lugar de criminoso é na cadeia. O grupo de 1143 advogados não concorda com esta obscena homenagem. Os profissionais do Direito afirmam, em nota que a maioria dos bons advogados primam pela correção de atitudes, pela ética, pela moralidade, respeito às leis e a justiça. A fala de um advogado ao dizer que Lula é o símbolo mais elevado da Justiça configura-se uma afronta ao bom senso e tem como condão criar uma fantasia absurda. Tal afirmativa não se sustenta perante seus pares de profissão e nem ao crivo da crítica da sociedade que não se deixa enganar com falsa verdade. Concordamos todos.
Vicente Lino