O Congresso Nacional aprovou, em Agosto de 2020, as novas regras que permitiram elevar os recursos a educação, para 194 bilhões de reais, já em 2021. Como as novas regras são progressivas, em 2022, a dinheirama poderá chegar a 236 bilhões de reais. A gente lê que esse dinheiro é repassado pelo governo federal, por estados e municípios para o Fundeb - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. A moçada que cuida do dinheiro afirma que 70% dos recursos devem ser empregados na remuneração dos servidores da educação, enquanto os 30% restantes devem ser empregados em custeio de materiais didáticos, equipamentos para a escola, entre outros custos considerados despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino.
Mas, pra não variar nada, estados e municípios têm aplicado o dinheiro em obras e equipamentos que não melhoram nada a qualidade da educação, e não contribuem para afastar o Brasil das últimas posições do Programa de Avaliação Internacional de Alunos (Pisa). A ex-secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Ilona Becshehazy, afirmou que essa expansão de gastos tem a mais a ver com o excesso de recursos do que com o aumento na qualidade na educação dos nossos alunos, o que não é nenhuma novidade.
Um exemplo: O Prefeito de Alpinópolis, em Minas Gerais, gastou R$ 1 milhão de reais na construção de uma garagem para apenas dez veículos da secretaria de Educação. Enquanto isto, entre 79 países avaliados, estamos em 58° lugar em leitura, 66° em ciências e em 72° em matemática, com notas bem abaixo da média de outras nações participantes. Talvez seja correto afirmar que a péssima qualidade de nossa educação, nos empurra a escolher péssimos políticos, que por sua vez, nos empurram para o desespero e a desesperança.
Vicente Lino