O ex-ministro do Planejamento e da Fazenda, nos governos Lula/Dilma,Guido Mantega deitou falação em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Ele pecou muito pelo que falou e pecou mais ainda pelo que deixou de falar. Não falou, por exemplo que sua desastrosa gestão abandonou o tripé macroeconômico formado por responsabilidade fiscal, metas de inflação e câmbio flutuante, que havia sido adotado em 1999, ainda nos anos FHC. Foi o que garantiu o tão sonhado controle das contas públicas. É assustador, ainda vê-lo nas manchetes, quando se sabe que Guido Mantega quase conseguiu explodir a economia, em 2014, mas como foi mandado embora, a coisa estourou em 2015-2016. Na entrevista, não deu um pio sobre aquele desastre.
Acha que a gente esqueceu da inflação, do desemprego em alta e das gambiarras orçamentárias que a economia viveu sob o seu comando. Guido teve a cara de pau de afirmar que a economia começou a acumular déficits primários em 2016, quando todo mundo sabe que a coisa degringolou, ainda em 2014, seu último ano no Ministério. Como se sabe, em 2014 o déficit primário foi de 32,53 bilhões; em 2015, foi 111,24 bilhões. Ai coisa desandou e o rombo nas contas públicas, em 2016, foi de R$ 155,7 bilhões, o maior da história. Guido Mantega não falou nada disto.Ainda escondeu que o resultado foi desastroso, por ter sido contabilizado o pagamento integral das pedaladas fiscais da Presidenta, o que causou seu impeachment.
Agora, o homem fala em destruir a reforma trabalhista e o teto de gastos, porque lá na cabeça dele, esses dois instrumentos são responsáveis pelo fraco desempenho da economia nos dias de hoje. Pobre Guido, pobre Dilma. Aliás, pobre do Brasil decente que trabalha e paga absurdos impostos pra sustentar toda essa incompetência.
Vicente Lino