A gente sempre fala por aqui, que a única maneira de se promover alguma mudança no país, passa, obrigatoriamente, pela participação popular. Nos últimos tempos, parte da sociedade decidiu se mostrar a favor do consenso anticapitalista, dos movimentos negros, de mulheres, gays, índios e da linguagem neutra. Além do que, não param de espernear contra o que chamam de “mudança climática” e emissões de carbono. A coisa ia andando, até que o Bradesco teve a infeliz ideia de divulgar um vídeo, que lá pelas tantas, ataca os pecuaristas brasileiros. A campanha é aquela lacração, barata que as agências de propaganda e produtoras de comerciais, fazem para salvar o mundo do capitalismo destruidor da natureza – e dos delitos ambientais cometidos pelos próprios clientes dessas mesmas empresas.
Assistindo ao vídeo, é fácil perceber que o banco quer tirar vantagem desta ideologia ambientalista barata e, ao mesmo tempo, fingir que está prestando algum serviço de interesse público. Tinha mesmo que dar tudo errado, porque a campanha fala que a pecuária é inimiga da natureza e as pessoas deveriam comer menos carne para reduzir o carbono que está destruindo o mundo. Taí uma estupidez paga e promovida pelo Banco. Será que o Bradesco está dizendo que alguns de seus grandes clientes são delinquentes ambientais? Não faltou participação popular contra o Banco.
Entidades ligadas à agropecuária fizeram churrasco na porta de agências do Bradesco em diversas cidades do país. Em Cuiabá, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), organizou o movimento de protesto, na cidade, juntamente com pecuaristas e representantes do sindicato rural local e dos sindicatos dos frigoríficos de Cuiabá e Várzea Grande. Em Goiânia, um churrascão foi realizado em frente ao Banco. Na cidade Juina, no Mato Grosso, outro churrasco em frente ao banco, documentado pela sua metrô 87.9. Mais uma vez, vale lembrar que somente a participação popular, pode dar conta de mudar, desde idiotices de marketing como esta, até o triste sistema político que nos infelicita desde sempre.
Vicente Lino.