Muita gente acompanhou a da CPI da Covid-19, mandada instalar no Senado, pelo STF, como se os senadores não tivessem essa prerrogativa. Cabisbaixos, foram eles lá para a tal CPI. Sem constrangimento, nomearam Omar Aziz, presidente, Randolfe Rodrigues, vice-presidente e Renan Calheiros, relator. Tinha que dar no que deu. Ataque a renomadas médicas, desrespeito com os depoentes, militância escancarada e nada de sério apurado. A esta altura, já se sabia que o tal do Consorcio Nordeste, havia desviado quase 50 milhões, na compra de respiradores que nunca foram entregues. Formado pelos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Piauí, Alagoas e Sergipe, a moçada se reuniu, segundo eles, para promover o desenvolvimento sustentável na região Nordeste.
Pelo menos é o que consta da Lei 10.557, que criou essa coisa. Mesmo com a insistência dos senadores Eduardo Girão e Marcos Rogerio, a tigrada da CPI, no Senado não quis investigar o Consorcio Nordeste, nem chamar pra depor, o notório Carlos Gabas. Felizmente a CPI, instalada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, decidiu investigar tudo que a moçada não quis. Aí não deu outra. A CPI da Covid da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte indiciou políticos, servidores públicos e empresários na investigação que trata sobre a compra frustrada de 300 respiradores. Foram quase R$ 50 milhões dos cofres dos nove estados da região.
Foram indiciados, até agora, Fátima Bezerra, o governador da Bahia, Rui Costa, os ex-ministros Carlos Gabas e Edinho Silva (atual prefeito de Araraquara/SP), o Secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Cipriano Maia e outros empresários. Compraram, mas não receberam os respiradores e, muito menos, devolveram o dinheiro. A CPI do Senado fingiu que nada viu. Do lado de cá, a gente só pode pedir, Cadeia neles!
Vicente Lino.