Em meados de 2005, o Brasil acompanhou passo a passo, os julgamentos sobre os crimes cometidos pelos quadrilheiros do mensalão. As provas mostraram o Governo Lula comprando o Congresso para ver aprovados os seus processos. Foram exibidos comprovantes inquestionáveis e provas robustas. A defesa utilizou de todos os espaços legais para defender a tigrada de sempre. Diante da montanha de provas, a moçada foi processada, muita gente foi presa e o país esperava que os criminosos tomassem jeito. Pouco tempo depois, a tigrada voltou com tudo e descobriu-se um rombo extraordinário na Petrobrás. As empreiteiras venciam as concorrências superfaturadas e desviavam propina para políticas de vários partidos, em especial do PT, de Lula.
Novamente, a TV em cadeia nacional mostrou o julgamentos, a montanha de provas e a prisão dos criminosos de sempre, inclusive Lula. O extraordinário desempenho da Operação Lava Jato, sob comando de Sergio Moro e a competência de Deltan Dallagnol desbaratou o maior esquema criminoso do planeta. Adiantou pouco, porque enormidade de manobras da justiça brasileira, em rapidez espantosa já botou todo mundo na rua. Não satisfeita, agora a justiça se prepara da julgar duas ações de Lula contra Sergio Moro e Deltan Dallagno, que têm potencial para causar impacto nas pretensões políticas dos dois. Ambas estão previstas para ir a julgamento em 2022. A defesa conta com a reviravolta da justiça que, além de soltar todos os criminosos, agora poderá punir os responsáveis pelas prisões. Observa-se, então, que a soltura de todos aqueles criminosos, condenados e julgados em até três instancias, não era coisa séria e comprovam a máxima de que, no Brasil, rico não fica na cadeia.
Corremos o risco de termos já em 2022, a condenação de dois combatentes homens da lei, em ações propostas por alguém condenado em diversos processos e em várias instâncias, porque um ministro entendeu que o criminoso deveria ter sido julgado lá em Brasília e não em Curitiba. Crimes continuarão crimes, as provas continuam disponíveis nos processos, Além do que, criminosos sempre serão criminosos.
Vicente Lino.