A PEC que regulamenta a prisão, a partir da condenação em segunda instância, acaba ser engavetada outra vez. Um grupo de partidos da esquerda e do “Centrão” se uniram para barrar o avanço da proposta. Como sempre, a moçada opera para que os crimes cometidos por eles e seus colegas, adormeçam nos escaninhos da justiça, muitas vezes, até a prescrição. O Deputado Nelson Trad é o relator do tema na comissão especial da Câmara dos Deputados. Segundo ele, 17 dos 34 membros da comissão — alguns deles defensores da prisão em segunda instância — foram substituídos por parlamentares contrários à Proposta Nada de novo. Propostas que tragam mais celeridade à justiça e que são de interesse da sociedade, raramente são aprovadas.
A coisa é tão absurda que os parlamentares que, ao longo de dois anos, participaram de toda a discussão e estavam convencidos da importância da aprovação do projeto, foram substituídos subitamente por outros que sequer tinham conhecimento da proposta. Nelson Trad argumentou que os avanços do relatório foram elaborados com a ajuda de vários dos parlamentares que foram removidos do colegiado; e disse ainda que aceitará a discussão com membros que efetivamente conheçam a proposta, e não parlamentares designados apenas para votar contra o relatório.
Pra não variar nada os partidos que participaram de mais este disparate foram, o PT, claro, além do PL, Republicanos, PP e PSC. Entre os países que o adotam, o cumprimento da pena, após condenação em segunda instância, estão Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Portugal, Espanha e Argentina. Por aqui, mesmo depois de condenados, os criminosos de colarinho branco continuam soltos, cometendo novos crimes e assombrando a sociedade.
Vicente Lino