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Coluna/Opinião

PROJETO PARA A BARBÁRIE - Vicente Lino

Data: Quarta-feira, 08/12/2021 10:59

Acho bom a gente sempre lembrar as prioridades eleitas pelo Congresso, na medida em que essas prioridades dizem respeito somente aos interesses das duas Casas. Os interesses da população brasileira, que mantém toda aquela gente, nunca são atendidos. Faz 4 anos que foi aprovado na Câmara, o projeto de lei que regulamenta os vencimentos acima do teto constitucional, no serviço público. O projeto está empacado no Senado. Suas excelências no legislativo não se mexem, por conta da pressão de suas excelências do judiciário, onde está a maioria dos supersalários.

Há exemplos estarrecedores. Um juiz de Cristalândia, cidade com 7.300 habitantes, no Tocantins recebeu entre salário, verbas e direitos eventuais, R$ 141.742,91. Num outro caso, o juiz, Paulo Afonso de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, recebeu, em maio de 2019, inacreditáveis, R$ 752.159,00.  Mesmo assim, o projeto, que pode acabar com esses absurdos, continua parado na CCJ, do Senado e, até agora, não teve nem relatoria definida.

 Entretanto, como prioridade absoluta de suas excelências, voltou à pauta do Congresso, a votação sobre o veto presidencial ao fundão eleitoral. Deputados aumentaram o valor ,de 2 bilhões, para 5,7 bilhões, o presidente vetou e a moçada quer derrubar o veto e gastar em 2022, o triplo do que foi destinado ás campanhas em 2020 e 2018. O governo justificou o veto alegando que precisaria reduzir despesas com o fundão, para não afetar investimentos em outras áreas, inclusive nos gastos com a pandemia. Para derrubar o veto serão necessários, 257 votos dos 513 deputados e 41 votos dos 81 senadores. Coisa que a moçada não terá dificuldade para conseguir

Ficou marcada para ontem, dia 7, a reunião dos líderes dos partidos para tratar, do que eles chamam de articulações em torno da derrubada dos vetos. Durante a pandemia que matou mais de 600 mil brasileiros, o Congresso não abriu mão do fundão. Agora que a pandemia começa a diminuir, querem aumentar a dinheirama para 5.7 bilhões. Abrem mão do processo civilizatório a favor da barbárie.

Vicente Lino.

PROJETO PARA A BARBÁRIE - Vicente Lino